Eu sempre fico instrospectivo nessa época do ano.
Quando eu tinha meus 9 anos, 10 eu não sabia direito o que me tornaria, ou os medos que iam me aflingir anos depois, a vida sempre foi um clarão. Quando eu tinha os meus 16 eu pensava que a vida me traria um amor, uns filhos, um cachorro e os 20 eu já saberia o rumo a seguir, pelo menos por um tempo. Na minha concepção, mesmo se as coisas mudassem bruscamente eu teria alguém pra me acompanhar na jornada.
E as coisas mudaram, eu olho pra tela do celular e nada. Eu saio pra fotográfar e tentar encontrar um casal feliz de pássaros e nada. Eu tenho observar as pessoas ao meu redor, minha avó sempre me diz pra ficar atento aos sinais e nada. Absolutamente nada acontece.
A calmaria pode ser confortável, mas as vezes o silêncio é barulhento pra caramba de um forma tão agoniante.
Eu sei que a minha vida apenas começou e isso assusta, a prévia desse filme não foi das melhores e a gente tenta contornar e colocar um sorriso no rosto, mesmo que seja aquele sorriso amarelado dos inúmeros cigarros fumados tentando superar enormes desilusões, não amorosas, mas pessoais. Sobre o que eu queria ser e o que eu sou, sobre as coisas que eu queria fazer e ainda não fiz.
E quando eu vou concluindo certo ano e repensando nas coisas que aconteceram, eu só consigo me perguntar se as coisas boas do próximo vão superar as negativas, e é esquisito sentar na frente desse computador como fiz a um ano atrás sem saber absolutamente nada do que iria acontecer e como eu poderia ter evitado.
Eu não me sinto triste, longe disso.
Acho que eu espero da vida muito mais do que ela anda me oferendo ultimamente.