quarta-feira, 31 de maio de 2017

Sobre estar vivo

Eu sempre fico instrospectivo nessa época do ano. 
Quando eu tinha meus 9 anos, 10 eu não sabia direito o que me tornaria, ou os medos que iam me aflingir anos depois, a vida sempre foi um clarão. Quando eu tinha os meus 16 eu pensava que a vida me traria um amor, uns filhos, um cachorro e os 20 eu já saberia o rumo a seguir, pelo menos por um tempo. Na minha concepção, mesmo se as coisas mudassem bruscamente eu teria alguém pra me acompanhar na jornada. 
E as coisas mudaram, eu olho pra tela do celular e nada. Eu saio pra fotográfar e tentar encontrar um casal feliz de pássaros e nada. Eu tenho observar as pessoas ao meu redor, minha avó sempre me diz pra ficar atento aos sinais e nada. Absolutamente nada acontece.
A calmaria pode ser confortável, mas as vezes o silêncio é barulhento pra caramba de um forma tão agoniante. 
Eu sei que a minha vida apenas começou e isso assusta, a prévia desse filme não foi das melhores e a gente tenta contornar e colocar um sorriso no rosto, mesmo que seja aquele sorriso amarelado dos inúmeros cigarros fumados tentando superar enormes desilusões, não amorosas, mas pessoais. Sobre o que eu queria ser e o que eu sou, sobre as coisas que eu queria fazer e ainda não fiz. 
E quando eu vou concluindo certo ano e repensando nas coisas que aconteceram, eu só consigo me perguntar se as coisas boas do próximo vão superar as negativas, e é esquisito sentar na frente desse computador como fiz a um ano atrás sem saber absolutamente nada do que iria acontecer e como eu poderia ter evitado. 
Eu não me sinto triste, longe disso. 
Acho que eu espero da vida muito mais do que ela anda me oferendo ultimamente. 

Carta aberta a aquele que nunca voltou

Naquele dia que as coisas acabaram, eu prometi a mim mesmo que eu nunca falaria de você e que se meu corpo soltasse algum lágrima seria por pura responsabilidade e culpa dele. Eu me recusei a pensar em você e muita das vezes falar com alguém sobre o assunto. Eu refiz a minha rotina inteira pra evitar entrar nos mesmos lugares que você, não por que eu tinha medo de te encontrar, eu tinha medo das reações que eu sofreria depois de ver seu rosto. 

Era o meu maior medo, e até hoje sou cauteloso, e eu não sei por que. 
Existe uma enorme diferença entre amar e compartilhar, você compartilhou o tempo todo. Você compartilhou um pouco de atenção, talvez sexo, mas vai saber até que ponto tudo isso era real pra você, também não sei se foi real pra mim, louco isso, não ?

Hoje estamos a um ano disso tudo. Eu oscilo, não vou mentir. Meses eu nem lembro que você existe mas as vezes eu recordo e machuca de mais. Eu tentei por tanto tempo entender todas as suas janelinhas e caixinhas fechadas, tentar desvendar todas por você, ou te ajudar a nortear e seguir. Eu tentei entender seus problemas, suas tristezas e não me meter por que cada um lida com a sua dor de forma distinta, e você lidava com a sua calado, eu respeitei. 
Eu lidei com todas as pessoas que se aproximavam paralelamente, eu até mesmo nunca me preocupei se o que tínhamos era sério e estreito, você dizia coisas lindas, é verdade. Essas coisas bonitas que saiam da tua alma me davam segurança de que o amor realmente existia e era sim algo concreto. Mas eu me esqueci que pra ser concreto precisa ter base, e nunca teve base alguma, quando essas colunas se quebram machucam o mais fraco.

Talvez todas as suas relações incompletas e mal resolvidas nunca tenham te ensinado isso. 

Agora eu olho o passado e o presente,você evoluiu, você encontrou alguém. Aparentemente feliz. As vezes isso me faz pensar o tão incrível você é por ter pulado tanto de relação nesse meio tempo e eu em nenhuma, eu cheguei a pensar certo tempo que o problema era realmente comigo. 

Porém os teus amores incompletos substituem um espaço enorme que as mágoas de não conseguir lidar com os seus problemas sozinho abrem. Por ego, por querer ser melhor pra quem quer que seja. No final sobra você, um beck e uma vista bonita e oriunda da cidade, mas ninguém em volta. 

Enquanto seu forte permanece intacto, os lugares por onde você passa se desmoronam e não é correto de certa forma destruir as barreiras que as pessoa constroem, você as destrói, entra devagar com seus soldados e depois de um certo ponto termina com tudo que vê pela frente e sai calado, do mesmo jeito sorrateiro e rápido como entrou. 

domingo, 13 de março de 2016

Seus cortes vão fechar, os meus não mais

Eu tenho um real problema com pessoas, e sinceramente não é muito fácil contribuir com a sua parte de honestidade nesse tipo de mundo, e a cá estamos, alguém fodido por ser honesto de mais.
Ultimamente não tem sido fácil, terminar um relacionamento tem um carga emocional gigante e absurdamente pesada nas costas de quem gosta da pessoa, de quem não gosta são outros 500, não sei (nunca fiquei desse lado da moeda) ;
Eu tento me ocupar com centenas de milhares de coisas, escrever, fotografar, desenhar, estudar, tatuar, compor, comprar, fumar, mas tudo serve como uma forma de fuga pra não encarar a situação real a qual me encontro e as vezes, isso pode ser bem pior.
Você jura que supera, que esquece, mas é um tanto complicado confiar seus segredos, intimidade e coração pra um maldito pedaço vazio de pedra que fingiu ser vivo por 6 meses. É triste e é doloroso, ainda mais quando seu relacionamento segue determinadas etapas fora do comum e você pensa -Deus isso é amor. Não meu filho, isso é a pior falsidade do homem.



quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Dado Viciado

Eu até poderia ficar aqui registrando minhas lamúrias, creio que sim
Mas eu não sei a que ponto chegamos, quando isso não é mais motivo de nada, não vai justificar todos os meus problemas e as minhas questões pessoais.

Essa sensação "férias" que mata,
Até viajar me indigna nessa etapa do ano, tudo parece tão bem...
Não sei eu mesmo, até que ponto
Não tenho ido no médico, muito menos tenho diminuído minha cota diária de cigarro e ainda sou viciado naquele disco do Cazuza meio velho, que você não pensava se quer em me emprestar.

Esse ano, eu vi tudo tão desorientadamente
Eu vi passando, tudo, como se fosse uma outra vida,
E se formos pensar nas vias de fato,
Nem eu mesmo sei até que ponto o Haoles sufoca o João em sí

Eu comecei a leitura de 3 livros, e pretendia ler mais 7 nesse período
Essas malditas promessas de ano novo, ou de ano decorrido que me matam
Eu não sei mas quem eu sou,
Que música eu gosto,
O cheiro que eu quero sentir,
Quem eu queria amar mesmo ?

Eu peguei cada coisa que me lembrava de uns 2 anos atrás,
Enfiei numa caixa pequena, e sufoquei.
Agora eu não sei em que diabos se enfiou.
Até a banda que eu gostava, ao vivo não é de nada.
Poderia ser melhor ?

terça-feira, 9 de julho de 2013

Agora me arrependo roendo as unhas

Eu odeio ver todas essas verdades jogadas na minha cara , eu odeio ter que falar delas no modo subjuntivo e pensar que as vezes eu não sou tão assim e na verdade eu sou bem pior que isso. Eu odiaria chegar na fase em que eu não conseguiria mais gostar de ninguém , -mas por que diabos você quer gostar de alguém senhor ?

Eu vivi o inferno e o céu juntos , várias vezes , e a parte de gostar disso tudo é talvez me sentir vivo , talvez  ainda tinha algum amontoado de coisa batendo por baixo daquele monte de pecinhas vazias.Minha vida é feita de um monte de "talvez" isso , "talvez" dê certo aquilo , tenta pelo menos você tentou .

De tanto tentar eu me esgotei e aqui estou, eu não sei fazer café , toco 2 músicas na guitarra e vivo em um mundo particular em que eu posso ver tudo como um narrador de um livro , posso achar pessoas feias e bonitas , posso julgar correto o tipo musical do mundo .

Escuto Engenheiros o dia todo e acho graça de tão semelhante , vejo filmes , novelas , seriados tanta gente se amando e rindo como se fosse fácil e simplório.O MUNDO É SIM UM GRANDE FILHA DA PUTA .

Muito prazer meu nome é otário.


sábado, 1 de junho de 2013

Crônica sobre sair

E lá então temos nossas 3 horas como adultos , maior de idade , já posso comprar meu sorvete sozinho , aliás trocar o lanche pelo sorvete , que maravilha .Todas as vezes em que eu penso em sair eu já penso na hora de voltar pra casa , vai que não tá legal ?
A anos não vou ao cinema , a fase de que nada mais te deixa feliz , alegre , você prefere ficar em casa . É complicado essa doença chamada adolescência , tudo ultimamente me irrita , da parte de escolher roupa e não achar nenhuma a parte de pegar ônibus .
Se a vida fosse mais fácil eu reclamaria dessa facilidade também , por que sou um humano qualquer inconformado com a própria sorte .

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Chuvinha


Eu não curto feriados religiosos , e hoje é um deles , o que salvou foi essa chuvinha que quando eu acordei tava caindo. Quando chove eu fico mais propicio a ligar pra todos os meninos que eu já gostei , talvez algum ainda se lembre de mim e venha olhar a chuva comigo .

Na chuva o cigarro fica mais bonito , a fumaça sai em mais abundancia e dá vontade ouvir Lana o dia inteiro, o dia perfeito pra ficar sozinho tomando achocolato sem se preocupar com o peso . Se eu fosse alguém mais sociável sairia pra algum canto com umas 3 blusas de frio pra conversar sobre o alinhamento dos cosmos .

Talvez eu durma , ou eu continuaria aqui esperando o menino que saiu a 46 minutos voltar e me dizer bom dia .